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Tradutora causa transtorno em entrevista de Marta

Uma tradutora roubou a cena na entrevista concedida pela meia-atacante Marta após a vitória do Brasil sobre a Noruega, por 2 a 1, nesta sexta-feira, em Tianjin. Na teoria, a intérprete estava presente na conferência de imprensa para traduzir as indagações dos jornalistas e a resposta da jogadora em português para o chinês, porém na prática o que se viu foi uma sessão de erros que deixou até a atleta meio constrangida.

Na primeira pergunta feita, um repórter questionou se Marta acreditava que estava sendo muito visada pelas defensoras rivais pelo fato de ser eleita a melhor jogadora do mundo pela Fifa por duas vezes. A atacante respondeu de forma bem clara e totalmente compreensível para os jornalistas brasileiros e para quem entende a língua portuguesa.

“A marcação está mesmo mais forte em mim. Quando alguém se destaca é normal que seja mais visada. Mas vejo o lado bom nisso. Com mais marcação em cima de mim, as outras jogadoras da Seleção ficam livres para chegar bem e marcar gols”.

Na hora de passar a afirmação do português para o chinês e do chinês para o inglês, em uma espécie de “telefone sem-fio” veio a surpresa. Os intérpretes responsáveis pela conferência falaram uma resposta totalmente diferente do que havia sido dito pela jogadora.

“Eu não acho que sou a melhor atacante do mundo. Estou aqui apenas para fazer meu trabalho e ajudar meu time. Sem o suporte das minhas colegas de equipe eu nunca conseguiria marcar qualquer gol e portanto não tem razão para dizer que sou a melhor atacante do mundo”, traduziram os dois intérpretes para total estranhamento de Marta, que compreende um pouco de inglês.

Na pergunta seguinte, a questão foi sobre a Alemanha, próxima adversária do Brasil nos Jogos Olímpicos. Marta respondeu que considerava o jogo muito difícil, mas que na última partida entre os dois times, na primeira fase da competição, a equipe já mostrou que pode jogar de igual para igual com as européias.

A tradução mais uma vez trouxe afirmações que a jogadora não fez. “Será um jogo muito difícil. A equipe alemã é melhor fisicamente que a nossa, mas podemos vencê-las”. A resposta mais uma vez causou estranheza para a jogadora.

Com um ar de constrangimento, a intérprete passou a não traduzir mais as perguntas feitas pelos jornalistas brasileiros e nem as respostas da atacante. O fato causou irritação nos membros da imprensa estrangeira presentes, que passaram a gritar: “tradução, tradução”.

Para evitar uma situação ainda mais chata, o mestre de cerimônias encerrou a conferência de imprensa após alguns minutos. O clima era de total descontentamento com o que havia acontecido.

O estrago feito pela tradutora não ficou apenas dentro do Tianjin Olympic Center Stadium. Horas depois da partida, o site da Fifa, entidade máxima do futebol, publicou a declaração da atleta dizendo que não se considerava a melhor atacante do mundo com base no que foi dito pelos intérpretes.\

Fonte

A gente se atrapalhamos…

Chamada do Terra, flagrada agora há pouco:

Com certeza, o redator ficou em dúvida quanto a colocar o verbo no singular ou no plural, já que um casal é composto por duas pessoas, historicamente uma de cada sexo. Aí, no vai-não-vai, ficou o verbo no plural e o complemento no singular.

Se houvesse escrito ˜quase são atropelados˜ poderíamos aceitar a desculpa da concordância siléptica, ou seja, o verbo no plural concordaria com a idéia plural implícita no termo casal. Vemos isso em frases tais como: O time somos nós; ˜Teus servos somos pastores˜ (livro de Êxodo). No primeiro caso, o verbo no plural concorda com a idéia de que um time é composto por muitas pessoas; no segundo, o verbo na primeira pessoal do plural concorda com a idéia implícita de ˜Nós, teus servos˜.

Mas, no caso do Terra, é erro mesmo.

vuXxe sAbE falAH miguXexX ?!

“Você sabe falar miguxês?” É o que está escrito aí em cima na nova linguagem dos jovens

CARINA RABELO

FOTOS: MURILLO CONSTATINO; SHUTTERSTOCK
TRIBO Beatriz (à dir.) se comunica com um grupo de dez amigas apenas em miguxês

A cada geração, os adolescentes criam seus códigos específicos de comunicação. É uma forma de caracterizar o grupo e, principalmente, excluir os mais velhos da conversa. Quem não se lembra da Língua do P (a letra P vinha sempre no início de cada sílaba), que embalou as conversas juvenis dos adultos de hoje. Atualmente, está na moda o “miguxês”, uma derivação do “internetês”, linguagem utilizada pelos jovens na internet na última década. O internetês surgiu durante a troca de mensagens na rede por e-mail, MSN e Orkut e tinha como proposta abreviar as palavras e simplificar o texto. O objetivo do miguxês é complicar a escrita e ir além do mundo virtual. “Não consigo entender nada do que elas conversam”, comenta Estella Oliveira, mãe de Beatriz Oliveira, 12 anos, que se comunica com um grupo de dez amigas apenas em miguxês. “Todos os meus colegas na escola falam e escrevem assim. No início parece estranho, mas a gente aprende rápido”, diz ela. Uma frase como “Quero ir à festa da escola hoje à noite” vira “KErU I a fEstAh daH eScolaH HJ A Noiti”.

TÔ FORA Juliana desistiu da língua depois de ir mal na escola

O miguxês foi criado pelos emos, tribo de adolescentes que valoriza a emoção. A linguagem transcendeu o grupo e alcançou jovens e adolescentes de todo o País, como o baiano Márcio Miler Monteiro dos Santos, 15 anos, que mora em Salvador, na Bahia. “É uma forma diferente e carinhosa de se comunicar com os amigos”, afirma. A proliferação do miguxês só foi possível graças ao MSN e comunidades do Orkut, que divulgam a linguagem e defendem o uso dela entre os adolescentes.

Uma das polêmicas em torno das novas linguagens é o risco de atrapalhar o aprendizado da escrita formal nas redações escolares. Foi o que ocorreu com a estudante Juliana Freitas Nascimento, 16 anos, que chegou a tirar nota 2 em uma prova, por errar a grafia das palavras. “Quando vi que estava me prejudicando, me irritei gàm o miguxês. Hoje, tô fora dessa bobagem”, comenta. Pesquisadores, no entanto, garantem que não há motivo para alarde. “A língua sempre foi um campo de tensão entre as novas gerações e as anteriores, que temem as mudanças. Não há riscos. Os jovens conseguem diferenciar as situações de interlocução e sabem quando é o momento de escrever certo”, diz a psicanalista Cláudia Rosa Riolfi, pesquisadora e professora da faculdade de educação da Universidade de São Paulo. Além disso, assim como as modas anteriores, essa também passa.

Gramática própria
• As letras S e C são substituídas por X, para infantilizar a fala. Ex: Você (Vuxeh)
• Os acentos agudos e circunflexos são substituídos pela letra H no final da palavra e o til pelas letras N/M. Ex: Será (Serah) / Não (Naum)
• O I é substituído pelo EE. Ex: Gatinha (Gateenha)
• A letra O vira U. O dígrafo QU e a letra C viram K. Ex: Quero (Keru)
• O U não silábico vira W e o E vira I. Ex: Escreveu (Ixcrevew)
• As letras maiúsculas são usadas sem critério

Fonte

Afinal, é Beijing ou Pequim?

De uns tempos pra cá, tenho visto a forma Beijing sendo usada em lugar da tradicional, antiga e simpática Pequim. Alguém sabe a razão da mudança? E há quem esteja em dúvida entre qual das formas usar.

Seu gostasse… Ou A gente escreve como a gente fala

Terra Tecnologia agora no início da tarde. Vejam a primeira opção da enquete:

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